Viagem prematura…

Era menina inocente, com sonhos na mente, e na sua inocência, pura e sem malícia, fazia magia e tornava o mundo uma delícia. Tudo era perfeito, a vida a seu jeito, de criança feliz, que fazia poesia dessa vida de fantasia e teve o que sempre quis.

A seu tempo cresceu, nesse mundo só seu, tornou-se mulher, de misteriosa sensualidade e a beleza da idade, uma poesia a interpretar, por quem a sabia amar. Gostava da vida, intensa e sentida, uma vida vivida, de fantasia e realidade, sentia-se realizada, era feliz de verdade, nesse sonho só seu, que desde menina cresceu.

Mas desse sonho acordou, tropeçou na realidade, de uma vida fria, e de sonhos vazia.

A menina inocente, da do sonho tão diferente, não fora poesia, cortaram-lhe as asas nem fizera magia. Na sua pureza, confrontada com a realidade, deixou-se levar com o imposto por não ter idade.

E nesse mundo onde cresceu, que em nada era o seu, tornou-se mulher que de poesia não tinha nada, não era amada, por todos rebaixada, ficou presa a uma vida, em nada sonhada, uma vida vazia, que de tanto se arrependia.

Tornou-se uma sombra, do que era de verdade, e o que mostrava não era a realidade, era o imposto, o que era suposto, o que queriam que fosse, ignorando o seu gosto. Nunca conseguiu ter a vida que queria, vestir a pele de viver, e fazer poesia, apenas existindo, num corpo tão belo, sensual e singelo, um corpo calado do prazer abandonado, de uma sensualidade que contraria a realidade, que ignorou o amor, por impossível ser, mas nunca perdeu a esperança de um dia o viver.

Mas não deixa de ser uma menina, mulher cheia de sonhos, que secretamente os escrevia em toda a sua poesia, na esperança que um dia se fizesse magia.

Miss Kitty

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