Sã na minha loucura…

Sou sã na minha loucura, esta que me acompanha e perdura, que teimam em criticar, sem saberem o que passo julgar, e eu com toda a bravura, opto por tudo ignorar, pois se não julgo ninguém, não têm o direito de me julgar.

Gosto de ser como sou, dar-me como me dou, mostrar o melhor de mim, a quem me respeite enfim, sem dúvidas nem hesitar, com toda esta vontade de amar, de santa e pecadora, fera ferida e predadora, tão intensa e sedutora, na forma de me entregar.

E nesta loucura saudável, onde me permito viver, pode ser infindável, aos olhos dos outros condenável, vivo cada momento, agarro-me ao sentimento, um dia de cada vez, intensamente e com avidez, e entrego-me ao prazer da loucura, com paixão e com ternura mas sem nenhuma insensatez.

É assim como sou, a quem quero, e como quero, me dou, nesta minha sã loucura, faço da vida uma aventura.

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Viagem prematura…

Era menina inocente, com sonhos na mente, e na sua inocência, pura e sem malícia, fazia magia e tornava o mundo uma delícia. Tudo era perfeito, a vida a seu jeito, de criança feliz, que fazia poesia dessa vida de fantasia e teve o que sempre quis.

A seu tempo cresceu, nesse mundo só seu, tornou-se mulher, de misteriosa sensualidade e a beleza da idade, uma poesia a interpretar, por quem a sabia amar. Gostava da vida, intensa e sentida, uma vida vivida, de fantasia e realidade, sentia-se realizada, era feliz de verdade, nesse sonho só seu, que desde menina cresceu.

Mas desse sonho acordou, tropeçou na realidade, de uma vida fria, e de sonhos vazia.

A menina inocente, da do sonho tão diferente, não fora poesia, cortaram-lhe as asas nem fizera magia. Na sua pureza, confrontada com a realidade, deixou-se levar com o imposto por não ter idade.

E nesse mundo onde cresceu, que em nada era o seu, tornou-se mulher que de poesia não tinha nada, não era amada, por todos rebaixada, ficou presa a uma vida, em nada sonhada, uma vida vazia, que de tanto se arrependia.

Tornou-se uma sombra, do que era de verdade, e o que mostrava não era a realidade, era o imposto, o que era suposto, o que queriam que fosse, ignorando o seu gosto. Nunca conseguiu ter a vida que queria, vestir a pele de viver, e fazer poesia, apenas existindo, num corpo tão belo, sensual e singelo, um corpo calado do prazer abandonado, de uma sensualidade que contraria a realidade, que ignorou o amor, por impossível ser, mas nunca perdeu a esperança de um dia o viver.

Mas não deixa de ser uma menina, mulher cheia de sonhos, que secretamente os escrevia em toda a sua poesia, na esperança que um dia se fizesse magia.

Miss Kitty

Sou Tua…


A pele implora…
O meu corpo pede…
Basta uma palavra…
E à tua vontade cede…
Amarras-me para não fugir…
Vendada atiças o desejo…
E a vontade de resistir…
Esvai-se com o toque e um beijo…
Provocas-me como gosto…
Percorres a minha pele nua…
Não controlo o meu gemido…
E sussurro ao ouvido “Sou tua”…
Paras tudo o que fazes…
Controlas o teu desejo…
E dizes baixinho “Amo-te”…
Seguido de um estrondoso beijo…
É a pele que se rende…
Numa alma que já se rendeu…
Neste corpo tão presente…
Que faz tudo para ser teu…

Miss Kitty

Dias…

Há dias que ficam gravados na memória…
Hoje, a medo, foi esse dia,
em que me vi assoberbada por um turbilhão de sentimentos,
e um longo abraço virou magia. Continuar a ler “Dias…”