Dividido…

Estava dividido…
Deambulava inconstantemente numa linha invisível entre o politicamente correcto que lhe era imposto pelos que o rodeavam, e tudo o resto, que o fazia sentir vivo acelerando-lhe o sangue nas veias e o bater do coração.
Não era errado querer ser feliz, à sua maneira é certo, mas genuinamente feliz, então, refugiava-se nos seus momentos onde fechava o baú das recordações, não que não fossem importantes, eram experiências de vida, ensinamentos que lhe deram a conhecer o que queria e não queria da vida, mas necessitava desses momentos só seus, onde imaginava toda uma outra existência acabando por se perder no tempo e no espaço num estágio de meditação profunda.
Por momentos a vida era perfeita, não estava cercado de gente falsa e hipócrita que lhe dava palmadinhas nas costas quando precisava dele e quando estava bem na vida fazendo tudo o que podia para o bem dos outros, mas que quando estava mal e não tinha nada para oferecer nem sequer lhe falavam nem tão pouco perguntavam ou se ofereciam se precisasse de algo. Sentia-se descartável.
Nestes instantes só seus, vivia. Sentia borboletas na barriga fruto da sua necessidade constante de estar apaixonado, por si próprio, pela vida e por amor, sentindo intensamente cada toque, cada aroma e cada nota da música que o acompanhava nesta sua viagem. Era rebelde, não seguia modas nem estereótipos de uma sociedade que o aprisionava, mas sempre respeitador, e vivia.
O velho relógio da torre da igreja deu as badaladas da praxe a cada hora fazendo-o despertar da sua vida perfeita idealizada e de repente deixou de viver, simplesmente existia, com a esperança constante de um dia despertar e continuar a viver.

Miss Kitty

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Anda…

Anda…
Entra de mansinho debaixo dos lençóis, sorrateiramente como o perfume das flores que me invade o quarto e o embelezam. Continuar a ler “Anda…”

Noite sombria…

És o farol que me guia, nesta noite escura e chuvosa, em que dos versos faço prosa, com a luz que me alumia, dá cor à minha vida vazia, torna-a arco-íris de magia, tornando-a tão prazerosa, e esta noite com a tua luz mais formosa.
Continuar a ler “Noite sombria…”

Sentir sem sentido…

Sinto um sentir sem sentido,
coração acelerado, desabrido,
cheiro doce de corpos suados,
fogo, ferro em brasa que queima,
desejos urgentes, desesperados,
memória que na pele se finca e teima. Continuar a ler “Sentir sem sentido…”

Sacia-me o desejo…

Quero-te hoje…
Como sempre quis…
Sacia-me o desejo…
Faz-me feliz…
Este desejo que sinto…
Em tudo tão urgente…
Não quero sequer controlar…
Esta necessidade premente…
Sentir o teu corpo no meu…
Deixar a tua pele marcada…
Pele que conheço bem…
E deixo para sempre tatuada…
Quero que o teu toque…
Me marque como tua…
Fico com a memória de ti…
Debaixo da minha pele nua…
Esta pele que te queima…
Seduz e faz delirar…
Deixa-te atordoado e louco…
De tanta vontade de amar…
Por isso agarra-me com força…
E faz acontecer…
Sacia-me o desejo…
De dentro de mim te ter…
Sabes como gosto…
Como arrancar-me gemidos…
Com essa maneira só tua…
Que evoca todos os meus sentidos…
Rende.mo-nos, fazemos magia…
Que me sacia o desejo…
Ficamos enfeitiçados…
Feitiço que selamos com um beijo…

Miss Kitty

Gosto(te)!!

Gosto dos descompassos, dos toques ansiados que se perdem em abraços, numa ânsia de sentir, pelas palavras influir, num querer e poder desvendar, essa forma de amar. Continuar a ler “Gosto(te)!!”

Sei que me lês…

Sei que me lês…

Tentas resistir, tentas ignorar as reacções que te provoco e a forma acutilante como por vezes te toco nas feridas e consigo remexer cada pedaço de memória que queres esquecer. Continuar a ler “Sei que me lês…”