Eu não sei escrever…

Eu não sei escrever…
Limito-me a juntar palavras que constroem frases bonitas, como pedras de um qualquer castelo encantado, nas histórias de príncipes e princesas onde tudo é perfeito.
Amparo as letras que escorrem como gotas nas vidraças, lágrimas de dor ou felicidade que se vão conjugando no verbo da vida, onde afinal nada é tão perfeito e contos de fadas ou vidas encantadas só existem mesmo nos livros.
Crio poemas com rimas de palavras que se completam, como lábios que beijam transbordando sentimentos, e criando versos perfeitos que desvendam o íntimo mais oculto de mim, sem ser necessário interpretar entrelinhas, simplesmente beijar, escrevendo.
E todas as frases, letras e palavras são vida, moram no meu ser como inquilinas indesejadas de histórias mal contadas e beijos adiados, mas vivem em mim e incomodam, não como pedras de palácios de sonho mas sim pedras no sapato, que lentamente vou escrevendo e expulsando.
O mais difícil é expulsar aquele grão de areia, que de tão pequeno que é faz mais estragos que uma pedra e não tem forma de se alojar de maneira cómoda, quem sabe um dia esses beijos escritos o acomodem e aí sim, se torne mais uma pedra integrante do castelo de conto de fadas e entre frases e rimas a história finalmente termine com o “foram felizes para sempre…”.
E eu não sei escrever, mas vou vivendo… e escrevo.

Miss Kitty

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Curiosidade…

De que servem as rosas?

“As mulheres, assim como as cidades de guerra, têm, todas, um lado indefeso: trata-se apenas de procurá-lo.”
Marquês de Sade

E vocês, quais são as vossa fraquezas, que vos deixa indefesos???

Miss Kitty (em modo curiosa…)

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Poema Improvável…

Poema improvável Perdi-me nos caminhos Que me levam a ti Encontrei nos teus braços O tempo que perdi… Sejamos poema, Teorema ou sonho Sejamos abraço Beijo, desejo, verso… Sejamos lua, estrelas universo Sejamos apenas parte do todo… Simplesmente sejamos… O que nos permitirem sermos… No tempo que nos concedem Com o desejo que nos veste […]

via Poema improvável — Entre Pontos e Vírgulas, Poesia!